Há muito conteúdo sobre burlas. Quase todo fica pelo sintoma: «recebeste este SMS, não cliques». Nós vamos ao resto — e é isso que obriga a regras.
Uma burla não é uma mensagem: é uma organização com funções repartidas — quem consegue os dados, quem opera as máquinas de SMS, quem faz as chamadas, quem recebe nas contas mula, quem branqueia. Se não conseguirmos mostrar a rede com base em fontes, não fazemos a peça.
Todos os números que aparecem no ecrã têm rodapé com a entidade e a data, e ligação à fonte no comentário fixado e no arquivo. Quando um número que circula na imprensa mistura períodos ou entidades diferentes, não o usamos — e explicamos porquê no arquivo.
Os ecrãs, mensagens e conversas mostrados nas peças e no jogo são recriações, marcadas com selo visível. Nenhuma marca real aparece em ecrã fabricado. Os nomes de pessoas e empresas nos cenários são inventados.
Não identificamos ninguém que não tenha sido identificado por fonte oficial. Processos em julgamento são tratados como tal — presunção de inocência até trânsito em julgado. Não mostramos detalhe operacional que sirva de receita: mostra-se a escala e a lógica, nunca o manual. E não prometemos «recuperar dinheiro» — quem promete isso nos comentários é, quase sempre, a segunda burla.
Quando falhamos um facto, corrigimos a peça e dizemos que corrigimos. A credibilidade é o único ativo disto.